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terça-feira, fevereiro 03, 2009

Rickson comemora título de Kron

Filho de um dos maiores ídolos da arte suave, Kron Gracie conquistou, neste final de semana, seu primeiro título na faixa-preta. Sem esconder a felicidade, Rickson comentou a vitória do filho no Europeu de Jiu-Jitsu, depois de passar por Pedro Bessa (6x0) e finalizar Uan Cabral com um estrangulamento pelas costas, depois de estar perdendo por 2x0. “Isso é a seqüência de um trabalho. O Kron, para mim, nunca deixou de ser um atleta de ponta. Desde pequenininho ele vem fazendo o que ele vem fazendo. Ou seja, para mim, não é uma surpresa vê-lo ganhar, mas é sempre uma felicidade, como pai e como técnico, ver o resultado de um trabalho”, comentou Rickson, à beira do tatame.

Poucos dias após a morte de seu avô, o Hélio Gracie, Kron homenageou o maior Mestre do Jiu-Jitsu com o ouro na categoria. “Existe uma série de fatores que é o dia, a pressão, a perda do avô... Várias coisas que funcionam e não podem, eventualmente, atrapalhar o desempenho. Então, quando a gente chega no final do campeonato e vê o trabalho bem feito, é só orgulho, o que não ia mudar nada se ele tivesse perdido de novo, pois a perspectiva é a mesma. Eu sei o potencial, sei o esforço e a dedicação que ele bota nisso. Então, independente de qualquer coisa, eu sou orgulhoso”, analisa Rickson, que minimiza a estréia com derrota no Mundial 2008, quando perdeu para Sérgio Moraes, que acabou, mais tarde, faturando o ouro da competição.

“Foi a melhor coisa que aconteceu na vida dele, pois mal ele tinha entrado na preta e passou por um problema sério com um cara que foi o campeão da categoria. E, na verdade, ele aprendeu ali a lutar usando todo o potencial dele, pois ele entrou com meio Kron, ele entrou achando que ia fazer, achou e achou. Agora ele sabe que todo preta tem que ser respeitado, que ele tem que lutar primeiramente pra se proteger e depois capitalizar em cima de algum erro”, relembra o pai, analisando o nível da competição. “O problema é que o nível é muito alto, mas as regras dificultam o desenvolvimento do puro Jiu-Jitsu. Ou seja, existe um Jiu-Jitsu hoje, que você vê na competição, que não tem nenhum sentido de eficiência na academia e não tem nenhum sentido de eficiência na defesa pessoal. Ou seja, é uma coisa que, se você treinar muito, muitas vezes você pode apanhar no vale-tudo”, afirmou, satisfeito.

“Então, eu quero que o Kron continue fazendo o Jiu-Jitsu que eu acho que é o Jiu-Jitsu que realmente oferece uma condição de auto-suficiência completa, e vai ter que adaptar isso tudo para a luta de esporte, que tem amarração, que tem pegada, que tem só aquela ‘esfriação’ de luta, a catimba, que existe em uma competição que está dentro da regra. Regra é regra, e as pessoas exploram a regra. Vamos manter o mesmo rumo: muito treino, muita condição de entendimento técnico das situações... Raça o bicho tem, gás ele tem, força ele está ganhando. Cada minuto da luta é uma coisa. A gente só está acreditando no trabalho, deu certo, e vamos continuar. Quer dizer, eu sou um pai orgulhosíssimo, um técnico totalmente confiante no trabalho de um atleta e é por aí. É só alegria”, finalizou Rickson

Fonte TATAME

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