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quinta-feira, março 12, 2009

Caio Terra e a vitória apesar da fratura

Faixa-preta venceu a seletiva para o Abu Dhabi Pro contundido

Em 2008 Caio Terra fez bonito no Mundial de Jiu-Jitsu, tendo conquistado o título entre os galos, e no Mundial No-Gi, onde também foi campeão. O lutador, que se destacava há muito tempo nas competições no Brasil, voltou a surpreender na terra do Tio Sam. No dia 28 de fevereiro, venceu a Seletiva Norte-Americana para o Mundial Profissional no peso 65kg, em que lutou contundido. Confira o papo com o faixa-preta, professor do time de César Gracie nos Estados Unidos.
Como foi a conquista da seletiva Abu Dhabi Pro?
Caio Terra - Estava tudo certo pra lutar a Seletiva do Abu Dhabi Pro. Estava treinando para isso, mas acabou que fraturei minha canela, estou sem treinar há um bom tempo. No dia que acabavam as inscrições o Comprido (Rodrigo Medeiros) me ligou e disse que ele ia lutar machucado. Eu já lutei machucado e doente várias vezes, mas nunca com uma fratura. Estava há mais de um mês sem fazer nenhuma atividade física, triste que não lutaria, mas Comprido falou que eu devia lutar, aí tive que ir. Não esperava muito pelo fato do meu condicionamento estar horrível, pesar bem menos que meus adversários e principalmente por ainda estar debilitado em um lado da minha perna, mas entrei confiante de que poderia fazer boas lutas porque eu faço muita posição todos os sete dias da semana e tinha certeza que seria muito difícil me surpreenderem. Eu realmente fiquei muito feliz em ter vencido, acho que poucas pessoas lutariam do jeito que eu estava e fariam o que fiz. Ainda serviu pra me provar mais uma vez que, quanto maior o sacrifício, maior valor se dá à vitoria.
Quais competições estão na sua alça de mira este ano?
Queria lutar tudo, como sempre fiz quando morava no Brasil, mas infelizmente tenho outros compromissos como dar aulas e seminários aqui nos Estados Unidos. Então, tirando os campeonatos grandes, eu dependo muito da data e da disponibilidade dos meus patrocinadores, mas sempre que possível compito. O Mundial de Kimono e o sem kimono (IBJJF), e o Abu Dhabi World Pro são a minha prioridade no momento. A minha meta pra esse ano, no começo, era ser campeão mundial no peso pena (duas categorias acima da que geralmente disputa). Estava decidido e muito focado, mas creio que vou ter que adiar pro ano que vem. Eu queria muito lutar o Pan-Americano, mas ainda não estarei treinando na data do evento e vou ter que ficar de fora.
Falando em Mundial, no último você fez uma grande luta com o Bruno Malfacine, finalizando quando estava 16 a 6 para você. Acredita que ele será o seu grande adversário no Mundial desse ano?
Minha luta com o Bruno, ano passado, realmente foi uma das melhores do Mundial, se não tiver sido a melhor. Realmente não espero moleza com ele, que é um cara técnico, ágil e veloz. Adoraria lutar com ele de novo, porque sei que seria um espetáculo. Mas não sei se estarei na mesma categoria que ele neste Mundial. Como disse, quero lutar de pena, mas eu ainda tenho que fazer um fortalecimento muscular na minha perna, porque uma está a metade do tamanho da outra. De quatro a seis semanas voltarei a treinar e só o tempo dirá aonde posso chegar. Mas, independentemente da categoria que eu lutar, esse ano vou surpreender muita gente com um jiu-jitsu bonito e diferente do usual.
Você já disse que também pretende lutar MMA. Como anda isso?
Eu tenho planos futuros para o MMA. Quero me dedicar ao jiu-jitsu e, se tudo der certo, ganhar mais Mundiais e principalmente o ADCC antes. Às vezes boto a luva e saio na porrada, mesmo porque meu irmão já luta MMA. Mas tudo não passa de diversão, no momento meu foco é cem por cento no Jiu-Jitsu.
Como seguirão seus treinamentos aí nos Estados Unidos?
Gostaria de agradecer aos meus alunos Kim Terra, meu irmão, e Matheus Henrique pela ajuda que me dão. Mesmo sem poder treinar, fazemos posições todos os dias e tenho tanta confiança em mim quanto neles. Esse ano eles dois vão ganhar o Mundial e ganhar a preta no pódio.
Fonte GracieMAG

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